Os Franceses quando chegaram a atual cidade de Alcântara, encontraram uma aldeia tupinambá chamada de Tapuitapera e assim estabeleceram relações amistosas com aqueles moradores. Pouco depois se consolidou o domínio Português decorrente da expulsão dos Franceses e a colonização portuguesa começou naquela aldeia entre 1616 e 1618. Constatou-se o progresso da mesma quando em 1648 ela foi elevada a categoria de vila, recebendo o nome de Alcântara.
A economia da vila se baseava na plantação e engenhos de cana, cuja produção era levada de barco até São Luís, onde se concentravam o comércio e os serviços. Embora a vila já se firmasse como local preferido para residência dos senhores da região, foi a partir de 1755, data da criação da Companhia Geral de Comércio do Grão-Pará e Maranhão, que a mesma atingiu o seu auge. Os principais produtos da região eram arroz, açúcar, o algodão que era exportado para o mercado inglês em plena Revolução Industrial, e a criação de gado, foi quando a cidade teve seu período de grande prosperidade tornando-se o maior centro produtor da Província. Em 1836, foi elevada a categoria de cidade, quando atingiu seu apogeu. Porém, no final do séc. XIX, a cidade de Alcântara tem seu declínio e vários são os motivos apontados, como: abolição da escravatura, evolução de técnicas agrícolas, exploração excessiva do solo, recuperação do cultivo de algodão nos EUA após a Guerra da Secessão, e maior facilidade no transporte da produção de outras áreas do país. |